MÍDIAS ELETRÔNICAS: CRIANÇAS

 

 

Os tempos são outros! Houve um, que lugar de criança era na rua brincando, depois de terminar seus “deveres” de casa.

A rua não é mais lugar de criança – o mundo de repente, se tornou um lugar perigoso para viver. A mãe, que antes estava em casa, mais presente com as crianças, agora busca também realização em outras áreas da vida.

E como se adaptar a estes novos tempos?

O que tem acontecido é que, crianças soltas têm permanecido tempo demasiado na frente da TV ou de games em geral. Alguns falam em babá eletrônica, uma alternativa considerada menos danosa do que ficar na rua, talvez em más companhias. Será?

Vamos dar uma olhada mais de perto nesta opção, à luz da Inteligência do Coração. Estamos colocando o foco em crianças, mas o que apresentaremos aqui também é válido para jovens e adultos.

A maior parte da programação que temos na TV é assustadora, estressante e cheia de cenas de lutas, destruição e estresse de toda natureza, péssimas notícias e negatividade ampla geral e irrestrita. Isto e games e muitos estilos musicais mantem a adrenalina e o cortisol em níveis elevados no organismo.

As imagens são recebidas inicialmente pelo nosso coração, que também possui um cérebro, e através de um sistema de comunicação, pelo sistema nervoso, as envia ao cérebro. Mas emoções como medo, angustia, raiva, competição, destruição, morte, negatividade e etc, geram ondas incoerentes no coração, ou seja, criam um campo energético fora de fase, muito parecido com um sinal de ruído ou estática!

O cérebro, que não distingue entre o que é “real” ou “não real”, apenas processa as imagens ou informações neurais que recebe. Uma quantidade dos hormônios, adrenalina e cortisol é liberada no organismo para o clássico “fugir ou lutar”. É o mesmo efeito de quando você assiste um filme de suspense ou terror, ou vê uma cena forte na mídia ou na realidade! Como se sente? Coração acelera, suor frio, nó na boca do estomago, tensão por todo o corpo, aperto no coração?

Imagine isto com crianças, em alguns casos durante a maior parte do tempo, com seu sistema emocional e racional em formação.

Nosso corpo físico é uma estrutura muito eficiente e assim, o sistema parassimpático trabalha para que os hormônios ativados pelo sistema simpático, voltem aos padrões considerados normais para cada indivíduo.

Entretanto, o efeito é cumulativo, ou seja, estes hormônios liberados a maior parte do dia, da semana, do mês, do ano, são demais para o sistema parassimpático “dar conta”. Então os níveis permanecem elevados.

Adultos vivem estressados, angustiados, preocupados. Crianças ficam agitadas, irritadas e com capacidade de aprendizagem e raciocínio totalmente comprometida, porque a parte do córtex cerebral – raciocínio lógico –  fica igualmente comprometida, já que o sinal “ruidoso” é transmitido do cérebro do coração ao cérebro craniano como um todo.

As vezes a própria criança diz – sim, eu sei que é só na televisão, que não é real – mas não importa, porque seu coração está sendo bombardeado com imagens e emoções que geram desequilíbrio e negatividade e é isto o que será transmitido ao cérebro e levará à consequente liberação dos hormônios e desequilíbrio das funções de raciocínio e emocionais.

Adultos, acabam incorporando isto como “estado normal” de ser e sentir. E crianças tem seu desenvolvimento comprometido.

Não esqueça, as imagens são sempre “reais” pela ótica do coração e do cérebro. Muitas pesquisas demonstram que os efeitos no sistema nervoso autônomo e sua consequência no sistema imunológico, de um único evento, demora horas para recuperar os níveis naturais. Imagine uma sequência deles!

Não deixe crianças tempo demasiado diante da TV ou games, incentive atividades naturais, manuais, mais em contato com um ambiente natural – o mundo. E o mesmo vale para adultos. Passem menos tempo diante da TV, internet, noticiário e tudo aquilo que mantem um estado de estresse e medo!

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